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Bombeiros alertam para crianças perdidas em praias de AL

Apenas no dia 1º de janeiro, 19 crianças se perderam no litoral do Estado

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Bombeiros reforçam efetivo neste verão
Bombeiros reforçam efetivo neste verão | Foto: Ascom CBMAL

Apenas no dia 1º de janeiro, 19 crianças se perderam nas praias de Alagoas, segundo o Corpo de Bombeiros. O trabalho para localizar crianças perdidas nas praias é reforçado com ações de prevenção, resposta rápida e localização dos responsáveis.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as ocorrências são atendidas principalmente por guarda-vidas, e o trabalho é intensificado em períodos de alta movimentação nas praias.

As áreas com maior incidência foram a Praia do Francês, em Marechal Deodoro, com 12 casos; a Barra de São Miguel, com dois casos; e a Pajuçara, em Maceió, com um caso. Na mesma data de 2025, foram registradas 12 ocorrências, todas em Marechal. Os dados apontam um aumento de 58% desse tipo de ocorrência em relação ao ano passado.

De acordo com os Bombeiros, os fatores que contribuem para os casos de crianças perdidas nas praias são o aumento do fluxo de banhistas durante a temporada de verão, feriados e fins de semana, além de distrações momentâneas dos responsáveis e grandes aglomerações nos trechos mais concorridos do litoral.

A corporação orienta que os responsáveis identifiquem as crianças com pulseiras ou anotações contendo nome e telefone para contato, reforcem a vigilância constante, especialmente em áreas de grande movimentação, e conversem com as crianças sobre procurar imediatamente um guarda-vidas caso se percam. Também é recomendado evitar a permanência prolongada com crianças em locais excessivamente cheios, como forma de reduzir riscos e facilitar uma resposta rápida em situações de perda momentânea.

Nas praias com crianças, o cuidado deve ser redobrado. Para prevenir desaparecimentos e agir rapidamente na localização de crianças perdidas, o Corpo de Bombeiros distribui pulseirinhas de identificação em várias praias de Alagoas.

O turista de São Paulo, Vitor Ruibal, tem uma estratégia para frequentar a praia com as crianças durante as férias e sabe que qualquer distração pode ser perigosa.

“A gente sabe que aqui em Maceió tem as praias de tombo e tudo. Acho que a gente prioriza esses mares mais calmos, com menos ondas. Com certeza, tem que ficar sempre muito ligado mesmo”, disse o turista.

José Pedro, psicólogo do programa Ronda no Bairro, fala sobre o aumento de casos de crianças perdidas nesta época.

“Os números são altos nesse período de alta temporada. Tanto aqui no Francês quanto também em Maceió, são números altos de crianças que se perdem dos seus pais e responsáveis”, afirmou.

As pulseirinhas contêm a identificação dos responsáveis e o número de telefone para casos de emergência.

“A gente faz um trabalho preventivo através das pulseirinhas de identificação, onde a gente oferta para que esses pais coloquem no braço dessas crianças, contendo o nome do responsável e o número também. E aí, acontecendo o caso de essa criança ser perdida, sendo encontrada por um banhista, um comerciante ou até mesmo por uma guarnição do Ronda no Bairro, a gente tenta entrar em contato por telefone com o responsável dessa criança”, disse o psicólogo.

O turista de Goiás, José Edson da Silva, estava com a família na Praia do Francês e se surpreendeu com a distribuição das pulseirinhas.

“É uma ação muito interessante, até porque, se a criança está perdida, procurando o pai e a mãe, como é que as outras pessoas vão conseguir identificar a criança e saber para quem realmente entregá-la? Tendo a pulseirinha, está lá o nome da criança, o número do telefone do pai ou da mãe. Fica muito top”, disse o turista.

Também de Goiás, Ariele Silva Oliveira aprovou a ação de prevenção. “Isso aí é bom, porque as crianças gostam de se divertir, de brincar. A gente não pode ficar prendendo o tempo todo, elas têm que se divertir. A gente veio e foi para isso mesmo”, afirmou.

Tércio Calmon veio da Bahia para passar férias com a família em Alagoas. Ele também utiliza outras técnicas para proteger os filhos Beatriz e Gabriel.

“A gente tem uma técnica que utiliza, que é colocar identificação com cores vibrantes. Então a Bia está com a cor rosa, o Gabriel está de laranja, porque a gente identifica de longe. Isso facilita também o monitoramento das crianças na praia. Se por acaso a gente se perder, essas pulseirinhas ajudam e facilitam a identificação e o reencontro das crianças da melhor forma possível”, disse o turista.

A ação do Ronda no Bairro se torna ainda mais eficiente com a parceria dos ambulantes. “Nós batemos palmas para a pessoa ver onde está. Quando a gente acha, nós levamos para o bombeiro”, disse um ambulante.

O soldado do Corpo de Bombeiros, Moisés da Silva Oliveira, afirmou que a distribuição de pulseiras também foi intensificada.

“Normalmente a gente já tem esse procedimento de distribuir essas pulseiras aqui, que identificam o nome da criança, o nome do responsável e o contato do responsável, para facilitar o encontro dos pais com a criança. Quando a criança não está com a pulseirinha, o trabalho se torna mais dificultoso. Então a gente conversa com a criança para saber o nome dela, o nome dos pais, se ela se recorda da cor do guarda-sol onde estava com os pais ou da roupa do pai ou da mãe, porque isso já ajuda a filtrar onde a gente deve procurar”, explicou o soldado.

A principal orientação para as famílias é buscar o suporte do Corpo de Bombeiros, principalmente no caso de crianças atípicas.

“A gente pede que os pais deixem as crianças com aquelas identificações que elas já usam normalmente. Isso ajuda a gente a ter noção de como abordar a criança”, orientou o bombeiro

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