Casa própria
Maceió encerra 2025 com preço de imóveis mais caro entre as capitais do NE
De acordo com o levantamento, a capital alagoana encerrou o ano passado com o metro quadrado custando R$ 9.836


Maceió registrou o maior preço médio entre as capitais do Nordeste na venda de imóveis em 2025, segundo dados do Índice FipeZAP divulgados nesta terça-feira (6). De acordo com o levantamento, a capital alagoana encerrou o ano passado com o metro quadrado custando R$ 9.836.
Trata-se também do 7º maior valor entre as capitais do Brasil. Nessa base de comparação, o ranking é liderado por Vitória (ES), cujo preço médio do metro quadrado atingiu R$ 14.108. Em seguida aparecem Florianópolis (R$ 12.773), São Paulo (R$ 11.900) e Curitiba (R$ 11.686).
Na outra ponta, Aracaju aparece com o preço médio mais barato do Brasil, com R$ 5.282. Teresina vem logo em seguida, com R$ 5.789, e Natal (R$ 6.146).
O preço médio de venda de imóveis residenciais, calculado para as 56 cidades, foi de R$ 9.611/m², segundo dados de dezembro. Considerando essa base, um apartamento de 50 metros quadrados custou, em média, R$ 480,5 mil.
Os imóveis de um dormitório registraram preço médio de venda superior aos de dois dormitórios. Eles foram negociados a R$ 11.669/m², contra R$ 8.622/m².
A cidade mais cara da lista é Balneário Camboriú (SC), onde o metro quadrado do imóvel custa, em média, R$ 14.906. No caso de uma residência de 50 metros, por exemplo, o valor no município é de R$ 745,3 mil.
Mais caro
Segundo o índice, comprar imóveis em Maceió em 2025 ficou 6,18% mais caro. O aumento superou a inflação ao consumidor no ano passado, estimada em 4,18% pelo FipeZAP com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado até novembro e no IPCA-15 de dezembro.
O FipeZAP acompanha o preço médio de imóveis em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios veiculados na internet.
Segundo o levantamento, nenhum entre os municípios monitorados registrou queda nos preços em 2025. No ano anterior, Santa Maria (RS) havia sido o único, com recuo de 1,5%.
Entre as capitais, os maiores avanços no ano foram observados em Salvador (16,25%), João Pessoa (15,15%), Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%).
As menores altas foram registradas em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%). Na prática, essas cidades tiveram queda real, já que os reajustes ficaram abaixo da inflação estimada para o período.
