Editorial
Cenário mais favorável
Os dados referentes a julho reforçam a percepção de que a inflação brasileira começa a ganhar uma trajetória mais favorável. O IPCA avançou apenas 0,07% no mês e acumulou 4,44% em 12 meses, voltando para dentro do intervalo de tolerância da meta, cujo teto é de 4,5%. A desaceleração, especialmente dos preços dos alimentos, abre espaço para que o Banco Central prossiga com a redução da Selic.
A ata mais recente do Copom também mantém no horizonte a possibilidade de um novo corte em setembro, embora a autoridade monetária preserve a cautela diante das incertezas.
O resultado, porém, não autoriza acomodação. A inflação de serviços ainda exige atenção, enquanto fatores externos podem pressionar novamente os preços. Alimentos e combustíveis, que contribuíram para o resultado favorável de julho, podem voltar a exercer pressão nos próximos meses.
O cenário, portanto, recomenda prudência, embora seja favorável. Há espaço para juros menores, mas a trajetória da Selic dependerá da consolidação da desinflação e da evolução dos riscos internos e externos. O Banco Central, como sempre, terá de equilibrar o estímulo à atividade econômica com a necessidade de assegurar que a inflação permaneça sob controle.
Homem invade apartamentos, faz idosa refém e morre em Brasília
Buraco que causava transtornos há 2 meses é consertado no Jacintinho
Pai que matou filhas de 3 e 5 anos já havia sido preso por roubo
Marina JHC no Senado: Chico diz que martelo não foi batido e prevê rearranjo no PSDB