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Maduro capturado

Trump diz estar no comando da Venezuela a partir de agora

Presidente americano afirmou que administrará país com grupo de seu alto escalão

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Trump disse que os EUA vão controlar o petróleo venezuelano
Trump disse que os EUA vão controlar o petróleo venezuelano | Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que é ele quem está no comando da Venezuela, em meio às dúvidas sobre quem realmente governaria o país após a captura de Nicolás Maduro.

Ao ser questionado diretamente sobre quem está no comando do país latino, o chefe do Executivo norte-americano foi direto: “Eu”. A declaração foi feita em entrevista à NBC News na segunda-feira (5).

Antes disso, o presidente citou, pela primeira vez, um grupo do alto escalão do governo norte-americano que participa das decisões sobre o país vizinho. Segundo ele, estão envolvidos o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice-presidente, JD Vance. Trump disse que cada um deles tem “especialidades diferentes” nesse processo.

No sábado (3), dia em que Maduro foi capturado e Caracas foi alvo de ataques, Trump afirmou, em coletiva, que os Estados Unidos irão administrar a Venezuela após a captura do presidente até a formação de um novo governo. Ele também disse que pretende controlar as reservas de petróleo do país.

“Nós estamos lá [na Venezuela] e ficaremos até que uma transição adequada aconteça. Nós vamos basicamente executar, administrar o país até que uma transição apropriada aconteça”, declarou.

Trump relacionou a permanência norte-americana na Venezuela à exploração dos recursos energéticos, sobretudo o petróleo. Segundo ele, o produto teria sido apropriado ilegalmente por governos anteriores e pelo regime de Nicolás Maduro.

“Também conseguimos apreender o petróleo venezuelano para trazer para o solo americano porque eles retiraram isso, eles fizeram, eles roubaram bilhões de dólares no nosso petróleo. Nunca tivemos um presidente que tenha decidido fazer algo com o respeito. Eles lutaram guerras a milhares de quilômetros de distância e nós que construímos a indústria petrolífera na Venezuela com o nosso talento, com o nosso trabalho, deixamos que um exílio socialista roubasse durante esses governos anteriores e roubassem usando a força”, disse.

DANCINHAS

Ontem, em discurso para congressistas republicanos, Trump sobre as dancinhas de Nicolás Maduro. Trump disse que o presidente da Venezuela, preso recentemente pelos norte-americanos, tentou imitá-lo. “Ele era um cara violento. Ele sobe lá e tenta imitar a minha dança um pouco, mas ele é um cara violento”, afirmou.

O comentário provocou risadas da plateia. Depois, o norte-americano também achou graça do fato de que faltou energia elétrica na capital venezuelana, Caracas, no dia em que Maduro foi capturado. “Foi aí que eles souberam que tinham um problema”, acrescentou Trump na volta oficial do calendário da Câmara dos Representantes, nos EUA.

Segundo o jornal The New York Times, as danças de Maduro foram decisivas para que Trump ordenasse a prisão do opositor latino.

“As frequentes danças públicas de Maduro e outras demonstrações de indiferença nas últimas semanas ajudaram a convencer alguns membros da equipe de Trump de que o presidente venezuelano estava zombando deles e tentando testar o que ele acreditava ser um blefe, de acordo com duas pessoas que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a discutir as conversas confidenciais. Assim, a Casa Branca decidiu cumprir suas ameaças militares”, informou o jornal.

Numa dessas demonstrações, poucos dias antes de ser preso, a TV pública da Venezuela divulgou um vídeo em que Maduro dança uma batida eletrônica que reproduzia sua voz repetindo em inglês: “Sem guerra louca”.

O NYT ainda destacou que “segundo vários americanos e venezuelanos envolvidos nas negociações de transição”, no fim de dezembro, Maduro teria rejeitado um ultimato de Trump para deixar o cargo e partir para um exílio luxuoso na Turquia

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