Bateu a cabeça
Após realizar exames, Bolsonaro deixa hospital e volta à cela da Polícia Federal
Procedimentos confirmaram traumatismo craniano leve causado por queda sofrida na terça-feira


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou por volta das 16h30 de ontem o Hospital DF Star, em Brasília, após realizar uma série de exames médicos em decorrência de um traumatismo craniano leve. Ele retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde cumpre pena em regime fechado.
Bolsonaro foi levado ao hospital pela manhã, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O ex-presidente deixou a PF por volta das 11h20, escoltado por um comboio com viaturas da Polícia Federal, apoio da Polícia Militar e da Polícia Penal.
A ida ao hospital ocorreu após uma queda registrada na terça-feira (6), quando Bolsonaro bateu a cabeça em um móvel dentro da cela. Diante do episódio, a defesa solicitou ao STF autorização para investigar um quadro clínico descrito como compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, possível crise convulsiva, oscilação transitória de memória e lesão cortante na região temporal direita.
No DF Star, Bolsonaro passou por tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. Segundo o médico Brasil Caiado, que acompanhou o ex-presidente, os exames confirmaram o traumatismo craniano leve, com lesão em partes moles das regiões temporal e frontal direitas.
“Mais exames não se fazem necessários neste momento”, afirmou. Ele também informou que não houve confirmação de crise convulsiva, mas ressaltou a necessidade de acompanhamento clínico contínuo.
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse e o governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele começou a cumprir a pena definitiva em 25 de novembro do ano passado.
Durante o fim de 2025, o ex-presidente esteve internado no mesmo hospital, onde passou por cirurgias para correção de hérnia inguinal bilateral, procedimentos no nervo frênico e uma endoscopia digestiva alta, recebendo alta em 1º de janeiro. A defesa chegou a pedir prisão domiciliar com base no quadro de saúde, mas o pedido foi negado pelo STF.
