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Sem aprovar LDO, Câmara de Maceió vira alvo de cobranças sobre serviços públicos

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A permanência da Câmara Municipal de Maceió em sessão permanente, por ainda não ter aprovado a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), transformou o Legislativo em alvo das cobranças da população. Líderes comunitários de grotas e bairros periféricos voltaram a pressionar os 27 vereadores por respostas sobre problemas como a irregularidade da coleta de lixo e a falta de funcionamento de equipamentos públicos inaugurados nos últimos meses da gestão do ex-prefeito JHC (PSDB).

Moradores relatam que a coleta de resíduos, antes realizada três ou quatro vezes por semana, passou a ocorrer apenas uma vez em diversas regiões da capital, provocando o acúmulo de lixo em ruas, calçadas e terrenos baldios. Apesar de o líder do governo na Câmara, Marcelo Palmeira (PL), ter afirmado recentemente que a situação estava sendo normalizada, vereadores e moradores dizem que os problemas persistem.

Há três semanas, a Câmara aprovou requerimento do vereador Galba Neto (PL) solicitando informações sobre os contratos das empresas responsáveis pela coleta, os repasses financeiros e as medidas adotadas para regularizar o serviço. Segundo o parlamentar, a prefeitura ainda não respondeu aos questionamentos.

As críticas também atingem equipamentos públicos inaugurados no fim da gestão anterior e que seguem sem funcionamento, como a Casa do Autista, o Hospital Central Pet, o Mercado da Produção, o Mercado Público do Benedito Bentes e a Escola Massa. Vereadores da oposição afirmam que as inaugurações ocorreram antes da conclusão das estruturas e da contratação de pessoal.

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